Montpellier e a experiência do meu intercâmbio

A minha história com Montpellier começa quando eu entrei na Universidade.
Sempre sonhei em morar fora do país, e a existência de um programa de intercâmbio na Universidade tornava meu sonho cada vez mais em realidade. Eu só não poderia imaginar o destino.

Digamos que eu tenha escolhido a cidade por sorte. Eu quase não sabia de muita coisa sobre Montpellier, mas agradeço a Deus por ter conduzido as coisas na direção que elas foram!

Vou ser bastante breve….

 

Montpellier é a capital do departamento Hérault e da região de Languedoc-Roussillon.  Muito conhecida pela Universidade, onde estudantes de várias regiões da França vão estudar, a cidade acaba também por se conhecida como cidade universitária. Grande parte da população é jovem, o que torna a cidade ainda mais gostosa de viver durante um intercâmbio em uma outra cidade, um outro país, um outro continente.🙂

Se não fosse meu intercâmbio em Montpellier, eu diria que essa é mais uma das cidades da França que dá pra conhecer em um dia. Levando ao pé da letra (ou ao pé do mapa), realmente é possível conhecer a parte turística da cidade em um dia, principalmente caminhando pelo centro da cidade.

Eu diria que o melhor da cidade é ter tantos jovens universitários! Até o carnaval frio francês vira algo extremamente engraçado com pessoas praticamente sem roupas, fantasiadas pra festa rs. (Claro que não vou comparar com o carnaval brasileiro, pois aí já é apelar!! rsrs)

 

Lá em Montpellier existem diveeeersos barzinhos/pubs, com diferentes temas, que durante minha estadia de 6 meses na cidade não me faltaram opções. Tinha um que eu gostei muitoo, mas não me lembro o nome.. você descia uma escada e era como se você estivesse dentro de um navio pirata!

Eu e uns amigos equatorianos gostávamos muito de ir todas as quintas pro O’Hilley, pois esse era o dia da salsa! (como eu sentia muita falta do sertanejo e do forró, a salsa supriu um pouco dessa saudade…. mas culturalmente, foi bastante diferente pra mim essa experiência). Não sei se é algo típico francês (acho que é), mas eles não tem muito dessa de o homem que tem que chamar pra dançar… ou as vezes tem, mas a mulher tem que demonstrar bastante pra eles criarem coragem.. isso foi algo que não me adaptei muito bem rsrs. Mas como eu ia mais com meus amigos, acabávamos por dançar dentro do nosso grupo, tanto em par quanto numa rodinha mesmo.
Conviver com amigos latinos dançando salsa todas as quintas foi uma das coisas que mais gostei e que mais me diverti😀 E claro, nem sempre iam só os latinos!

A experiência mais rica do meu intercâmbio foi conviver com tantas nacionalidades ao mesmo tempo, e fazer amigos de tantas partes do mundo!!❤

Cada pequena coisa que fazíamos juntos agregava uma infinidade de coisas. Sempre estávamos dividindo experiências, e como as coisas seriam feitas se fossem no nosso país.
A coisa mais engraçada era a forma de cumprimentar! Lá em Montpellier, o normal quando se encontrava alguém era dar três beijinhos! Como isso era novo pra todos nós, essa era a forma que geralmente nos cumprimentávamos. No entanto, as vezes saía só um beijinho e alguém ficava no vacuo, ou pra alguns amigos europeus, a falta do aperto de mão era algo que eles teriam que se acostumar. Mas foi exatamente essa troca de culturas que deixou o intercâmbio tão interessante!!

Uma vez expliquei que no Brasil, os homens muitas vezes se cumprimentam com aquele aperto de mão que faz barulho, seguido de um abraço com aquela batida nas costas. Isso foi algo muito polêmico que pra mim era tão natural!! Mas pros europeus aquilo era algo muuuito engraçado. u.u hahah

 

A cidade

Já falei um pouco que em Montpellier existem várias opções de barzinhos pra ir. Um também muito conhecido que não falei era o Australian Bar, que tinha promoção de cerveja nas segundas, o que tornava um point de amigos, principalmente intercambistas, nas segundas.

Além de um centro cheeeio de barzinhos, alguns kebabs da vida ficavam abertos na madrugada pra aqueles que voltavam dos bares andando pras residências universitárias.

O tram azul era o que funcionava até cerca de 2 da manhã e que ia em direção à Universidade. O último tram sempre era o mais lotado! Quem queria ficar na rua até depois das 2 da manhã, tinha que voltar andando. Geralmente andando do centro até a universidade demorava uns 40 minutos, mas não era lá tão ruim, apesar do frio. E sempre existia a opção da bicicleta!
Legal é que não é lá tão perigoso voltar andando pra residência universitária. Geralmente não acontece nada, mas sempre é melhor ficar de olho.

 

Passeios alternativos dentro da cidade também são possíveis!

Em Montpellier, existe uma pista de patinação no gelo (muuuuuito legal!), além também de um zoológico (que somente a parte “amazônia” é paga), onde muita gente gosta de fazer exercícios.

Tem também um parque chamado Peyrou, bem bonito e cheio de gente.

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E claro, a praia!!!! Esse era o maior diferencial de Montpellier. Por se encontrar no sul da França, não é uma cidade tãaaao fria como as cidades mais ao norte. Ir a praia se tornava algo bem possível a partir de Março. Não era a praia mais linda do mundo, mas dava pro gasto, principalmente por não ser uma praia de pedras (como muitas na França).

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Outro lugar bastante frequentado era o Odysseum (um centro comercial com diversas lojas, bares, restaurantes, e até supermercado). Fica mais afastado da cidade, mas como o tram vai até lá, era onde eu fazia compras em geral. Lugar bastante agradável até! (é lá que fica a pista de patinação que eu tanto gostava de ir!)

 

Apesar de eu já ter mencionado que o centro da cidade é o mais visitado, mais conhecido, mais turístico, não falei praticamente nada de lá ainda.
Tudo começa com a estação de trem. Minha chegada em Montpellier ficou marcada por ela. Me lembro perfeitamente de ter saído do trem (vindo de Paris), descido aquelas escadas e entrado no lugar que viraria a minha segunda casa. Saindo da estação tem uma rua cheia de kebabs, pequenos hoteis, e a rua onde passa o tram. Andando um pouquinho mais tem a praça principal: Place de la Comedie. É lá que o turista desce e encontra a Office de Tourisme pra pegar o mapa da cidade e começar a visitá-la.
A fonte Trois Grâces, o carrossel e o Teatro municipal são as principais construções da praça. E vou te dizer, essa é a praça mais querida da minha vida =)

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Além disso, toda a redondeza do centro é bonita. Tem várias lojas espalhadas pelas ruelas, onde também ficam os barzinhos e os restaurantes. O mais gostoso pra quem anda por ali é comprar um crepe (au chocolat) e ir caminhando por aí.

Ah, e pra quem precisa de internet gratuita, é só parar ali na frente do Mc Donnalds.

 

Viajando a partir de Montpellier

Existem alguns vilarejos perto de Montpellier nos quais você pode visitar pegando os ônibus locais que passam também por Montpellier. Uma cidadezinha fofa que visitamos assim foi Saint Guilhem le Désert, ou Sète.

É muito fácil também viajar de trem. Você vai na estação e compra a passagem lá na hora. Foi assim que visitamos Avignon, por exemplo.

Também é possível alugar um carro e dirigir até outras cidades (foi o que fizemos pra conhecer Carcassonne, por exemplo🙂 )

Sobre viagens de avião, existe um aeroporto em Montpellier, que eu nunca usei. Quando eu precisava pegar um avião, eu ia em alguma cidade próxima como Nîmes, Marseille, e outras, pois de lá existiam vôos low cost. Um exemplo foi minha ida até Ibiza: pegamos uma covoiturage até Marseille (8 euros), e de lá pegamos o avião pra Ibiza (que custou 15 euros). Mais informações sobre como viajar barato na Europa aqui!!

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É difícil e fácil falar de um lugar que se tornou a minha segunda casa… Fácil porque acabo tendo conhecimento do lugar, mas o difícil é  transformar as experiências em palavras…

Incrível como está tão marcado na minha memória a minha vida lá em Montpellier como se fosse um sonho que eu simplesmente sonhei…. Foi literalmente um sonho realizado, e a medida que o tempo passa, mais parece que foi simplesmente um sonho maravilhoso.

O melhor de tudo é que foi um sonho que se tornou realidade!

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